Javier

Líder de produto

Ideias fora do papel

Quando ninguém sabe ainda o que vale a pena construir, como deve funcionar ou como lançar. É aí que eu entro, com founders e empresas da América Latina.

Venho do design e da estratégia. Entre o Chile e o Brasil.

Me conta o que você está construindo

01O que eu faço

Entender o que importa

Estratégia, discovery e priorização, lado a lado com o founder. Começo pelos dados que você já tem, questiono a primeira hipótese e encontro o problema que vale a pena resolver antes de gastar uma hora de engenharia.

Dar forma ao produto

Fluxos, estados, regras e papéis. Transformo operações complexas em produtos que as pessoas entendem, e escrevo definições que a engenharia consegue construir sem mim na sala.

Tornar real

Founders sabem aonde querem chegar e muitas vezes travam na hora de virar produto: a primeira versão, o que pode esperar, o que acontece quando algo dá errado. Resolvo isso com eles e com a engenharia, decidindo escopo e o que fica de fora, até estar rodando.

02Projetos

Sportech

2026Fundador

Clubes de remo e canoa no Rio de Janeiro, onde eu remo às 5:40 da manhã. Um clube é um instrutor, quarenta remadores, barcos com número fixo de lugares e um mar que decide se alguém sai. Tudo passa pelo grupo, porque é onde todo mundo já está. O trabalho foi sair de uma lista cheia que parecia sucesso, chegar à evidência de que o instrutor tinha perdido o clube de vista e, daí, a um processo diário que devolve o controle.

6 hMediana de espera pelo quórum1 em 3Pausas longas sem volta

Problema
A lista enche a 95% e mesmo assim as pessoas faltam. O grupo registra quem diz que vem, nunca quem entrou no barco, então o instrutor não sabe se a remada sai, quem vem nem quais frequentes estão se afastando.
O que eu fiz
Mapeei o dia do clube a partir de 9.000 mensagens e o redesenhei como um processo com um responsável para cada etapa. A lista abre ao meio-dia, quem não respondeu recebe um lembrete, a lista de espera sobe sozinha e a remada fecha com a previsão do mar e o plano. A Maré conta, lembra e guarda o registro; o instrutor decide. O mesmo processo serve para qualquer atividade com vagas fixas e uma condição que ninguém controla.
  1. Abre a lista
  2. Lembrete para quem não respondeu
  3. Fechamento e veredito do mar
  4. O barco sai
  5. Presença marcada
A Maré fazO instrutor decideA lista de espera sobe sozinha
Resultado
Em piloto no Rio desde outubro de 2026, com o ciclo diário rodando na Maré. Agora o piloto mede o tempo até o quórum e quantos frequentes que tinham sumido voltam.
Ler o caso completo

Comecei com uma hipótese sobre desempenho: o instrutor não conseguia saber se a equipe tinha melhorado ou se o mar tinha ajudado. Antes de construir qualquer coisa, analisei 9.000 mensagens de clubes do Rio: 83% eram cópias da lista, e em 30% dos ciclos confirmações se perdiam quando duas pessoas colavam a lista ao mesmo tempo. Corrigi meu próprio número de ocupação quando ele não bateu com os preços do clube: os barcos saíam com 95%, com lista de espera em metade dos dias, então encher vagas não era o que o instrutor precisava.

Três fatos pareciam se contradizer: as listas enchem o ano todo, a presença cai no inverno e o instrutor reclamava das faltas sem um único número. Eles se encaixam quando se vê que o grupo registra a intenção e nunca quem entrou no barco. Em 67 vezes, um remador desistiu a menos de duas horas de uma remada das 5:40, e as listas levavam uma mediana de 6 horas para chegar ao quórum, então o instrutor passa todas as tardes de plantão. 13 de 39 pausas longas entre frequentes não tiveram volta, uma delas de um remador com 51 confirmações, e as saídas foram repentinas. O que falta ao instrutor é controle: se a remada sai, quem vem e quem está indo embora.

O grupo fica, porque é ele que mantém o clube unido: um instrutor tentou fechá-lo e teve que reabrir, os clubes que estudei não usam o app criado para substituí-lo, e no Rio um celular roubado leva junto todos os apps e contas. Por isso o trabalho foi no processo em volta do grupo: quem abre a lista, o que anda sozinho, quando o instrutor recebe o veredito do mar para aprovar, como a presença é marcada e como a saída é medida pessoa por pessoa, porque mudar de horário não é desistir. Durante o piloto, que começou em outubro de 2026, os canais mudaram, de mensagens no grupo para um link pessoal para cada remador, e o instrutor pediu para trazer as mensalidades para o mesmo ciclo. Três regras se mantiveram: o instrutor aprova, o veredito do mar nunca é automatizado e o dinheiro fica fora do grupo.

Apps de lista já existem às dezenas, alguns de graça. O que escala é o processo: sessões recorrentes, um número fixo de vagas, um organizador e uma condição que decide se a sessão acontece. Isso descreve caiaque, SUP, vela e mergulho tanto quanto canoa, e a parte do mar vale do mesmo jeito.

03Como trabalho

  1. Dados antes de opiniões. Reconstruo a linha de base a partir da fonte antes de desenhar qualquer coisa. A primeira hipótese costuma estar errada.
  2. Audito meu próprio trabalho. Se um número não fecha, digo antes de qualquer pessoa. Este ano isso cortou em 40% meu próprio business case.
  3. O que não vamos construir fica escrito. Toda spec tem uma lista de “não incluído”, com o motivo, para que não volte de um mockup antigo.
  4. O sistema sugere, uma pessoa aprova. A automação ganha mais autonomia só quando uma métrica justifica.
  5. Reuniões terminam em decisões. Pauta com tempo definido, três perguntas de sim ou não, uma opção recomendada e quem decide o quê.

04Sobre

Comecei como designer gráfico em 2004 e passei anos como diretor de arte digital e estrategista em agências, trabalhando para companhias aéreas, seguradoras e bancos. Em 2022 fui para produto. Desde então liderei produtos em fintech, proptech, edtech e esporte, e criei um próprio. Hoje também sou CPO na CSL, um startup studio no Chile, e divido meu tempo entre Santiago e o Rio de Janeiro.

Não sou engenheiro. Trabalho bem perto de quem é, e garanto que o que o produto precisa não se perca no caminho até o que é construído.

Trabalho em espanhol, inglês e português. Nome completo, para constar: Javier Ignacio López Orellana.

Base
Santiago e Rio de Janeiro
Idiomas
Espanhol, inglês, português
Design desde
2004
Em produto desde
2022
Javier López Orellana, líder de produto

A ideia ainda não virou produto?

Me conta em que pé está. Algumas linhas bastam.

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